sábado, 5 de maio de 2012

Tá custoso beber legal.

Porra. Foi uma noite de merda. Tinha tudo para ser, e foi. Na verdade, a merda foi o pós-noite. Discussão de relações, desculpas, perguntas e respostas. A cabeça tão pesada, tão arrependida por, pela enésima vez fazer o papel de bobo da corte.

Há muito tempo o porre não foi tão onírico. No fim se tornou um pesadelo, uma desculpa para cagadas e insensibilidades. "Embriaguez sagrada, te afirmamos método". É uma bela frase. Quando colocada em prática, não difere muito de uma roleta russa, onde a bala é a emoção e o cano são as palavras. O problema da embriaguez se tornar um método, é que ela vai perdendo todo o seu poder de "baratinar" a vidinha normal, o dia-a-dia baseado nos métodos.  É algo que vai perdendo o brilho, o tesão e o motivo.

Eu estou ficando velho. Sinto isso muito bem. E os velhos quando bebem ficam chatos. Eles ficam dependentes e não se ligam que ninguém tem a obrigação de ficar convivendo com as suas rabugices, e suas bundas peludas. É nesse sentido que as paredes do meu quarto estão presenciando as injustiças de um babaca. Bebo e fico podre, maltratando quem tanto gosta de mim, e que eu gosto tanto. Fico dependente e mal educado. Fico velho chato.

Aí, pela enésima vez, sem erro ou exceção, o astro rei me acorda socando a cara e dizendo: " Ei, mané. Você cagou o pau ontem, haha. Acorda aí e se preocupa um pouco, tenta limpar um pouco as merdas que estão escorrendo das suas pernas."

Sinto falta dos meus porres em casa. Sozinho, sem ninguém ter que ficar me aguentando cara a cara. Parecia que não se ficava velho. Justamente o contrário. A casa me renovando, enquanto que as festas, o povo e os relacionamentos me devorando.

Concluindo. Os porres não são mais como antigamente. Eu também não.


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