Já estava fazendo falta. A adrenalina pulsando no antebraço e nos dedos, à medida que os falantes gritavam o que era captado. O palco é uma coisa viciante. Em cerca de uma hora é possível ir do céu ao inferno. É se imaginar grande, melhor, acima de tudo e todos.
Vale toda a correria envolvida, as discordâncias e os erros. Os ensaios cansativos, as mães desconfiadas, as pernas cansadas e o amplificador estatelado na calçada. Amadorismo! O amadorismo é uma situação que só se torna prazerosa e possível por causa da amizade e parcerias. Gambiarras, tomadas e cabos. Mulheres subindo no palco e um copo cheio de vodca em cima do seu amplificador.
Onde nós tocamos fazia um eco do caralho. O som estava ruim, nós erramos algumas vezes. Enfim, foi uma balbúrdia embaladora de porres. Por isso que fomos bem sucedidos. Um dos objetivos do rock foi cumprido, que é o da porraloucura. Dioniso ficou feliz.
A banda estava com uma química legal. O Akilez, a energia dele no palco, pelo menos a que ele transmite para os outros músicos, é muito forte. Fiquei com a impressão de que em um lugar melhor, com uma estrutura e preparação melhores, podemos fazer uma puta apresentação.
Ontem foi bom, a perspectiva é melhorar bastante. E eu tô querendo mais.
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