A gente torce, se interessa, acompanha e às vezes até se envolve com certa paixão em alguns assuntos públicos. Podem surgir discursos veementes, teorias eficientes e até mesmo concordância de opiniões. Mas o que eu quero atentar é que alguns costumes, nunca mudam, por mais que se desenvolvam meios corretos para se atingirem os fins desejados.
Hoje (12/03/2012) quando eu vinha para o trabalho, resolvi pegar o ônibus no terminal central, e por isso passei pelo nosso querido e difamado Calçadão da Coronel Cláudio. O Calçadão é um dos lugares mais conhecidos da cidade, se não for o mais conhecido. Sempre muito movimentado, com seus vendedores de DVDs, filas para pagamentos, loucos berrando, trabalhadores e cidadãos. As pessoas costumam comentar sobre o aspecto do lugar, e o que mais se ouve é: sujeira. A falta de segurança vem em segundo lugar.
A solução para a sujeira, muitos diriam, é simples. Coloca-se lixeiras em cada quadra e o problema está resolvido. Pois é. Deveria estar resolvido, pois as lixeiras foram colocadas em boa quantidade, em locais bons, e também eram boas as lixeiras (ao contrario de umas que estavam surgindo, que eram apenas um aro onde se pendurava um saco de lixo de maneira ridícula). Pelas minhas contas, meio por cima, em toda a extensão do calçadão foram colocadas umas 50 lixeiras. É sério, cinquenta! E hoje se encontram lá apenas duas ou três. Também é sério! Todas as outras quarenta e sete foram queimadas, arrancadas, chutadas, roubadas e alvo de todo tipo de vandalismo.
Já era de se esperar. Já passaram pelo calçadão depois das 23h? O calçadão está abandonado, abrindo o espaço de uma madrugada inteira para que sejam cometidos atos como estes. Faltou um certo planejamento, pois era algo quase certo que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. E mais do que planejamento, falta
educação.
A atitude tomada em relação à sujeira, foi ótima. O problema que persiste em várias situações parecidas é o velho costume primitivo, atitude grotesca e repugnante que, alguma pequena parcela da população sempre coloca em prática quando oportunidades aparecem. O maldito vandalismo.
Acho que é a vontade de se sentir poderoso, já que usando de meios justos e louváveis nunca obterão algum resultado satisfatório enquanto a mentalidade seguir essa linha de ação. Alguns desses atos podem ser sanados colocando alguma vigilância nos horários propícios, algum tipo de monitoramento eletrônico (só não vale aquelas câmeras com resolução tão limitada que é impossível distinguir um ser humano de uma girafa). Mas o verdadeiro buraco é mais em baixo. Envolve cultura, instrução e principalmente educação.

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